Dia da Consciência Negra

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20 de novembro é o Dia da Consciência Negra, recordando a morte de Zumbi dos Palmares, que lutou pela libertação das negras e negros escravizadas (os) durante o período colonial no Brasil.

Entretanto, há uma liderança feminina do Quilombo dos Palmares ainda hoje pouco conhecida: Dandara dos Palmares. Esposa de Zumbi, mãe de 3 filhos, Dandara liderou homens e mulheres na luta pela resistência contra a escravidão. Ela foi figura fundamental para que Zumbi se tornasse líder dos Palmares, no lugar de Ganga-Zumba. Dandara foi tão relevante para o quilombo quanto Zumbi. Então, por que não encontramos nada sobre ela em livros e em sala de aula?

A maior parte da sua história é envolta em grande mistério. Ela foi exemplo dessa luta e devemos dedicar essa data não só a Zumbi, mas também à mulher que esteve ao seu lado durante a árdua batalha. Dandara vive em todas que lutam por liberdade!

O Dia da Consciência Negra é uma forma de homenagear o líder na época dos quilombos, assim como é uma ação afirmativa de promoção da igualdade racial, voltada para a reflexão sobre as consequências do racismo, reivindicação dos direitos da população afro-brasileira, afirmação da consciência política e pertença étnico racial.

Nesta data, mais uma vez, saudamos todas e todos que historicamente lutam pela libertação do povo negro e superação das desigualdades e do racismo. Em especial, em nome de Dandara, saudamos a todas as mulheres negras: Ângela Davis, Mariana Crioula, Marielle Franco, Luiza Mahin, Conceição Evaristo, Carolina de Jesus, Tereza de Benguela, Lélia Gonzalez, Antonieta de Barros… E tantas outras!

“Não é a minha raiva que lança foguetes, gasta mais de sessenta mil dólares por segundo em mísseis e outros agentes de guerra e morte, mata crianças nas cidades, estoca gás de nervos e bombas químicas, sodomiza nossas filhas e nossa terra. Não é a raiva de mulheres negras que corrói em poder cego e desumanizador. Nós acolhemos todas as mulheres que podem nos encontrar, frente a frente, para além da objetificação e para além da culpa”. (Audre Lorde)

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