Dia Nacional da Juventude

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Hoje no dia Nacional da Juventude falaremos sobre a relação entre o emprego e os estudos na vida das jovens brasileiras.
Este é um dos grandes dilemas da juventude no Brasil, conciliar estudo e trabalho, pois para muitas jovens que precisam ajudar no sustento da família ao mesmo tempo em que estudam para terem melhores oportunidades, não existe a chance de escolher entre uma coisa ou outra. Isso afeta em especial a juventude pobre, e muitas vezes recaindo um peso sobre as mulheres jovens negras que desde muito cedo precisam assumir a tarefa de cuidar de seus irmãos e familiares ou de trabalhar fora.
Portanto, tal dilema passa por análises de classe social, gênero e raça já que entre as jovens empregadas na informalidade 56,3% são negras, pardas ou indígenas.
Segundo o Estatuto da Juventude é definido como jovem no Brasil qualquer pessoa que tenha entre 15 e 29 anos. É nessa idade que começa a se estruturar como indivíduo independente e atuante. E é também nessa idade em que há mais chance de se concluir uma educação formal. Porém em todo o mundo muitas famílias de renda baixa dependem do trabalho dessas jovens para conseguir manter a renda familiar. Dessa forma muitas jovens deixam o estudo formal para poder ajudar suas famílias. A solução para o problema seria a contratação por regime parcial porém por falta de regulação esse emprego é rodeado pela informalidade.
Logo, a juventude é obrigada a escolher entre estudar ou trabalhar o que gera futuros adultos que vão ocupar empregos precarizados e com baixa remuneração já que estudos mostram que quanto menor o nível de escolaridade do país maior o nível de informalidade.
A situação é ainda pior para mulheres que além de escolher entre estudo e trabalho precisam lidar com o peso do trabalho reprodutivo não pago, como as tarefas domésticas e cuidar das crianças da família.
A pandemia veio para escancarar uma realidade que já era precária. As jovens, negras e pobres que já estavam em trabalhos informais perderam seus empregos ou viram seus salários serem reduzidos. Muitas ficaram sem renda e precisaram depender do auxílio emergencial e outras precisaram continuar trabalhando em condições insalubres já que por ser trabalho informal o empregador não é obrigado a garantir a segurança da trabalhadora. Como exemplo temos as trabalhadoras de aplicativos de entrega uma das classes mais afetadas pela covid-19.
A informalidade afeta a população e suas condições de vida ao não criar sistemas legais seguros de proteção à trabalhadora e a juventude é a mais afetada por esta por conta de sua falta de experiência, conhecimento do mercado e tempo.
Fontes:
http://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/entrevista/no-brasil-o-jovem-nao-tem-opcao-de-nao-procurar-empregohttps://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/151228_juventude_trabalho_informal_brasil.pdfhttps://economia.uol.com.br/noticias/afp/2020/05/27/um-jovem-em-cada-seis-perde-emprego-pela-pandemia-aponta-oit.htm
http://www.dmtemdebate.com.br/genero-mercado-de-trabalho-e-juventude-como-o-coronavirus-encontra-asos-jovens-no-pais/

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