“Um defeito de cor”, de Ana Maria Gonçalves, conta a história da vida de Kehinde, uma mulher ex-escravizada africana, já idosa, que viveu no Brasil durante a maior parte do século XIX. O livro começa com a protagonista retornando à África, após ter sido capturada aos oito anos de idade no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia. Seu principal propósito é a busca de um de seus filhos, perdido há décadas.
A personagem foi inspirada em Luísa Mahin, que teria sido mãe do poeta Luís Gama e participado da célebre Revolta dos Malês, movimento liderado por escravizados muçulmanos a favor da Abolição.
A obra foi tema do samba-enredo da Portela no carnaval de 2024; inspirou uma exposição homônima no Museu de Arte do Rio (MAR) em 2022; venceu o prestigioso “Prêmio Casa de Las Américas” e foi incluído na lista da Folha de São Paulo como o 7º entre os 200 livros mais importantes para entender o Brasil em seus 200 anos de independência.
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#ParaTodasVerem Card com fundo verde texturizado com detalhes em tecido de juta. No canto superior esquerdo, há um ícone do símbolo da Vênus com a rosa da Camtra, ao lado de um banner verde com a inscrição “Camtra Indica”, ao lado do título “Campanha Julho das Pretas”. Em seguida, no canto direito, está a capa do livro “Um defeito de cor – Ana Maria Gonçalves – 2006”. Abaixo, ao centro, há um QR Code com o convite “Apoie a Camtra – Faça sua doação! PIX: camtra@camtra.org.br”. No rodapé, em uma faixa amarelo claro, está o logotipo da Camtra com a frase: “29 anos na luta pelos direitos das meninas e das mulheres!”, seguido dos ícones das redes sociais e a página na internet da organização.


